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22.5.13

{Crônicas} Obsessão Pelo Poder #1



Conhecimento


Brasil. Amazonas. Manaus. Dezembro de 2005. São 17h02. 

Primeira Folha.


Vamos lá. Se voce esta lendo este caderno fique tranquilo(a) que é só um começo, essa é só a primeira página. Mas como fiz em folhas de fichário, eu escondi algumas partes para não cair em mãos erradas. Resolva os enigmas simples e voce saberá aonde esta as outras paginas, só não sei se achara em ordem cronológica. Mas vamos ao que interessa.

Sou Adalberto Schneider. E sou um.. não sei como me chamar. Só sei que algo esta errado comigo e quando eu descobri eu entrei em pânico, mas no final acho que estou me dando bem com isso. Tudo bem deixa eu revelar tudo logo. 

Eu tinha apenas 20 anos quando descobri tudo. Eu passava por uma provação em minha vida muito enorme para eu aguentar. Meus pais são divorciados, minha mãe acabou sucumbindo a tentação e trai meu pai com o próprio irmão dele. Isso foi demais para ele. Ficou muito triste e abalado e eu fiquei do lado dele é claro, nos mudamos e fomos morar na capital. E estava sendo complicado animar ele mesmo com as mudanças e a casa um pouco maior para mim e minha irmãzinha Ana. 

Se passou uns 2 meses até o inevitável acontecer. Eu estava trabalhando em um escritório, estava muito preocupado para alcançar as metas da campanha publicitária que eu estava a frente. Estava muito aflito com a chegada do Vestibular iminente. Tinha discutido com meu chefe e estava com uma certa raiva. Estava voltando para casa com tudo isso dentro de mim. Mas quando eu estava chegando em casa eu vi a porta destrancada do apartamento. Já tinha visto aquela cena antes em algum filme. Ninguém mais tem criatividade? 

Eu chego e vejo pegadas com sangue pela casa. Eu estava ouvindo 50 Cent, e aquela batida estava conectada com as batidas de meu coração que estava vibrando em meu peito. Temia pelo pior, era o que eu menos precisava naquele momento. Ouço o choro de minha irmãzinha. Corro até a cozinha. Vejo meu pai com seus cabelos loiros com o cranio aberto causado por alguma pancada sobrehumana. Isso, sobrehumana com certeza. E aos pés do cadáver estão uma mulher que parece ter uns 40 anos com seu estilo sargentona e um cara branco, alto, parecendo lutador de Luta Livre. Ele está com uma faca estranha na garganta de minha irmã que está chorando muito. Eles estavam me esperando sentados no chão.

- Finalmente Sr. Schneider chegou - disse a mulher - pode matar a criança João. 
- NÃAOOOOOO! - Já era. Eles a mataram. E me olharam com sarcasmo misto com conquista. Eu estava no ápice de minhas emoções. Mas não tive tempo para pensar naquilo, o cara chamado João ja estava me dando um poderoso soco que me fez atravessar a parede da cozinha. Era para eu desmaiar.. Mas não foi isso que me aconteceu. Eu não sabia mais o que estava sentindo mas dor não era. Pelo menos por fora. Eu me levantei e olhei o grandão nos olhos. Com a mesma surpresa que eu. 

- Mate-o logo bobalhão! - A mulher disse. E ele veio seco querendo me matar, brandindo a faca. Eu tirei rapidamente meu palitó cinza e embrulhei a mão dele com o mesmo, desarmando-o e depois o empurrei contra a parede. Mas ele volta e me da um, dois, tres socos. Era para eu estar esmagado como meu pai mas não é o que acontece. Mas precisava me concentrar. Não sabia o que sentir, não sabia o que pensar, mas sabia o que fazer. Peguei uma pedra dos destroços e acertei a cabeça dele com uma força descomunal. A mesma força e o mesmo golpe - só que potencializado com a pedra - que ele tinha usado contra mim, foi incosciente essa cópia. Mas eu o venci. Agora olho para a mulher.

Ela me encara assustada.
- Não! Não era para ser assim agora! - Ela esbravejou. Eu não sei como. Mas simplesmente eu senti um arrepio entre minhas costelas e de repente eu fui para um lado e meu corpo para outro e me multiplico em dois. Eu levo um susto. Olho para mim mesmo com a roupa rasgada e vejo que minha consciencia esta nos dois corpos - o que é muito confuso. - Ah droga! Voce descobriu como fazer! Voce chegou no ápice! Porque logo agora!!? - Tinha esquecido da dama. Os dois eu vão andando até ela, cada um com um destroço em forma de pedra gigante na mão. Andamos bem ameaçadores. - Tudo bem. Venha me matar, mas quando voce tiver conhecimento de tudo voce tera se arrependido…

- Conhecimento de que? Anda! Fale!

- De tudo moleque idiota! De tudo e de todas as coisas que te cerca!

- Chega! Se não quer falar, não fale! - Um de cada lado, os dois eu da um golpe com as pedras no crânio dela, deixa pior estado do que os outros cadáveres em minha casa. O que ela falou ficou em minha mente por muito tempo, assim como os corpos de meu pai e de minha irmã. Resolvi o que fazer com essa informação mais tarde. O que foi uma jogada de mestre. Mas antes eu olhei para mim mesmo e disse:

- Mas cara.. Voce é bonitão até sujo .. “
{Crônicas} Obsessão Pelo Poder #1
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