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5.10.12

{Opinião} Uma pequena história sobre 7 de Outubro..


Heeeey Cidadãos
Eu conheço um cara chamado Breno, ele é da minha Igreja, e sempre trocamos umas ideias sobre política e tudo o mais. Nesses papos, pedi à ele que me mandasse artigos sempre que possível para o público do Nerdificando ~ 

E ele fez esse artigo, uma pequena história sobre o próximo domingo, dia 7 de Outubro.. 



Vote Conscientemente

O voto é o recurso mais antigo para o exercício da cidadania e para a escolha de candidatos a posto político. De 1532, ano da fundação de Vila Vicente até o reaparecimento da Democracia em 1988, tal ferramenta passou por diversas modificações, a exemplo da exigência de uma renda mínima e a exclusão do gênero feminino.

Da Colônia até aproximadamente o final do período imperial, participavam de eleições (elegendo e sendo eleito) nobres, burocratas, militares, comerciantes ricos, senhores de engenho e homens com cabedal financeiro.

Em 1820, clérigos, nobres e membros do Exército reivindicaram a monarquia constitucional. Em janeiro de 1881, um decreto do primeiro-ministro do Império, José Antônio Saraiva, propiciou eleições diretas para câmaras e assembleias. Cidades foram repartidas em distritos e civis com renda mínima de 200 mil-réis puderam se cadastrar como eleitores. Em 1882, analfabetos foram excluídos, pois era necessária a assinatura de um documento.

Com o regime presidencialista, a Constituição de 1891 declarou como válidas as votações diretas, não obstante Deodoro da Fonseca ter se sagrado presidente por meio da assembleia. Em 1904, a Lei Rosa e Silva determinou que duas cédulas seriam preenchidas no ato do voto: uma para a urna, outra que seria datada e rubricada por um fiscal eleitoral (intimidação que pairou sobre toda a República Oligárquica, conhecida vulgarmente como República do Café com Leite devido a alternância de presidentes mineiros, ilustrados pelo Leite e paulistas, indicados pelo Café).

Ratificou-se voto secreto e obrigatório para “cidadão maior de 21 anos, sem distinção de gênero” em 1932. Assim, mulheres poderiam votar. A médica paulistana Carlota de Queiroz foi eleita deputada. Em 1934, a idade mínima para o pleito passou a ser 18 anos.
Em 1945, quando da deposição de Getúlio Vargas após a ditadura do Estado Novo, o general Eurico Gaspar Dutra foi eleito presidente. Em 1946, a Carta Magna não exigia a maior parte dos votos para representantes do Executivo. Com isso, menos de 50% da sociedade elegeu 3 presidentes: Getúlio novamente, em 1950; Juscelino Kubitschek em 1955; e Jânio Quadros em 1961.

Com a renúncia de Jânio em 1961, o Congresso Nacional manipulou a posse de João Goulart ao sistema parlamentarista de governo. Em janeiro de 1963, porém, ocorreu o primeiro referendo, que resultou na recusa desta manipulação. Esta foi a derradeira votação antes do Regime Militar (1964-1985).
Em 1985 teve início uma transição política rumo à redemocratização do país, findada em 1989. A reabertura democrática originou a Constituição Cidadã. Presidente, governadores e prefeitos de grandes municípios seriam eleitos em 2 turnos. Jovens de 16 e 17 anos, analfabetos e maiores de 70 anos ganharam o direito facultativo ao voto, não mais obrigatório à essas classes. Em 1989, após 29 anos de escolhas realizadas pelo Congresso, houve eleição para presidente.

Em 2000, no primeiro pleito totalmente informatizado do mundo, 110 milhões de pessoas escolheram prefeitos e vereadores de 5.559 municípios. Em 2012, o processo de votação contará com a tecnologia da biometria, na qual os dados do cidadão serão coletados por um Scanner de alta definição.

Apesar desse hercúleo e moroso período de aperfeiçoamento da justiça eleitoral brasileira, grande parte do povo ainda se porta de modo irresponsável ante um evento desta envergadura. O voto é uma das poucas oportunidades que temos para exercer nossa cidadania e nossa autonomia ideológica. O cientista político Carlos Alberto Almeida, em seu livro “A Cabeça do Eleitor”, define um voto consciente como o enlace de 3 aspectos relacionados com a capacidade de observação do meio em que vivemos: a avaliação do governo atual; a identificação do eleitor com o programa de governo e as ideologias de determinado candidato; e o chamado recall (lembrança) do desempenho dos candidatos concorrentes em eleições passadas ou em cargos que porventura tenham ocupado anteriormente.

Finalmente, escolha de forma cautelosa e criteriosa os seus candidatos; avalie de modo acurado as suas propostas e, caso ele se eleja, acompanhe frequentemente a sua gestão, requerendo as melhorias e providências outrora prometidas.

- Breno Oliveira, 2/10/2012

Bem molecada, vejam muito bem o que vocês querem para o seu futuro, não vão pela cabeça de ninguém, pois ninguém é uma planta, todos sabem o que querem para si e até quem ainda não vota, fique ligado e se atualize para criar a sua opinião critica ;)

Quem quiser participar desta coluna de Opinião basta falar comigo ou outro nerd do Nerdificando que mandamos nosso email e nos mande um texto que será publicado aqui e divulgado por esse mundão


See ya \õ
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